Da liberdade de expressão

A liberdade individual depende da condição de espírito dos outros. Estado geral negativo, TUDO a piorar.

Todavia, recordemos o ensinamento de um mestre (ensinamento que, da parte que me toca, vos deixarei livres para o seguirem ou não) :

“É certamente admirável o homem que se opõe a todas as espécies de opressão, porque sente que só assim se conseguirá realizar a sua vida, só assim ela estará de acordo com o espírito do mundo; constitui-lhe suficiente imperativo para que arrisque a tranquilidade e bordeje a própria morte o pensamento de que os espíritos nasceram para ser livres e que a liberdade se confunde, na sua forma mais perfeita, com a razão e a justiça, com o bem; a existência passou a ser para ele o meio que um deus benevolente colocou ao seu dispor para conseguir, pelo que lhe toca, deixar uma centelha onde até aí apenas a treva se cerrara; é um esforço de indivíduo que reconheceu o caminho a seguir e que deliberadamente por ele marcha sem que o esmoreçam obstáculos ou o intimide a ameaça; afinal o poderíamos ver como a alma que busca, após uma luta de que a não interessam nem dificuldades nem extensão.”

– Agostinho da Silva, “Considerações”

Popotas

Acho engraçada a Popota, demonstra que num futuro de obesos a sensualidade estará assegurada. Terminam as gordinhas tristonhas, a Popota é um exemplo a seguir de uma rechonchuda «fatal, lânguida e sexy». Que futuro bonito onde todos, muito sensuais, saberemos dançar. Alegria colorida e música, sem preconceitos todos podemos ser felizes.

Os papás liam às criancinhas

O problema é, será que ainda amamos da mesma forma?

Com o tempo mudaram os hábitos de carinho, e agora os pais expressam-se longe dos livros.

Onde ficam os livros no meio desta hiper tecnologia?
Para a grande parte de pais e filhos, simplesmente, não ficam. E, nos moldes actuais, não há volta a dar. A concorrência é brutal. Até porque as crianças vivem muito de estímulos imediatos e um livro demora o seu tempo a conquistar a atenção.

Enfim, fim.