Estimada senhora Maria do Rosário Pedreira,

Admiro a sua poesia. Gosto de a ler principalmente no inverno, ou outono.

Também escrevo, não poesia. Mas gosto de ler, gosto de poetas.

Li o seu post sobre o anuário para o dia mundial da poesia, e tive vontade de tentar escrever uns poemas para enviar. Fiz então este:

A VONTADE
Soube que a vontade me deseja, pensei que o amor era simples, não. Tudo dói. Enrolo o polegar no cabelo e sinto o gesto. Demência, desconheces-me. Sou livre, subo pela vida à solta. Elevo o espírito com a paciência da chuva que desfaz o canteiro. Sonha com outro, imagina quem te ama e obtém essa porção de mim que não gosto. Sejam tristes, chorem e solucem. Fico melhor sem ti, estarei completo.

Valerá a pena continuar? Está longe do nível que gosto de ler (e respondi a mim próprio).
Por favor, escreva, senhora Rosário, que bem precisamos de boa nova poesia. Até porque vem aí o verão, e ficarei sem a ler.

Abraços,

Nuno Firmino

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