Depois do nosso imperialismo escravizante dos outros, imagem ilusória de grandeza aspirada e conseguida erroneamente, são os outrora subjugados descrentes que agora na roda da vida são tornados senhores. A divida pública portuguesa tende a ser comprada por estes irmãos, no passado aristotelicamente inferiores, e somente defendidos por Las Casas, que se tornaram ainda não iguais mas de estirpe superior.
Povo avesso a igualdades é o luso, historicamente inclinado para a superioridade vivendo acima das possibilidades, demonstra agora uma imagem objectora de consciências, e já esqueceu o mapa cor-de-rosa e a injuria desse ultimato, de novo repetido na sua intenção pela troika.
Sendo que a contra imagem de Portugal será esta dos nossos alunos terem fome e também será aquela que a europa poderosa vincula de nós, ansiosa do ajuste de contas. A já insipiente estrutura de quem vendeu a alma ao diabo por tão pouco poderá não conseguir reformular os intentos dos seus contemporâneos e assim, quem sabe, tão breve cairá ferida de morte a nação que nasceu tão pequena e fez-se maior do que era esperada.
Agora é o que se observa, franzida, sugada e com os pés sem rumo esperançoso.
Imploremos três desejos.