O velho das barbas olhou a distância e libertou a esperança, já nada tinha a não ser o caminho e a vida. Enquanto ouvia a música que o jovem cantava, olhou-o como a um espelho e pensou: a tua voz chama por quem eu fui, e não por quem eu sou. Apenas te posso aconselhar: “Toma o Oriente…”
»Para todos vós, um grande abraço, não sei se durante as próximas duas semanas visitarei este sítio, por certo, visitarei outros lugares – quem sabe até se, nalgum desses lugares, estaremos mais unidos do que nunca!? Nuno Firmino
GENIAL, mestre …
boa caminhada! Belas palavras!
Grande beijo
Parabéns pelo blog!
Demasiadamente inspirador e humano.
Possivelmente, o visitarei vezes mais.
Gisela
Portuga,
Acordei de madurgada,estou grogue de sono, coloquei meu despertador p me chamar somente p ser a primeira a te dar Parabéns hoje (este bendito fuso horário)!!!
E vc não está!!!!!!!!!!!!!!!
Onde estiveres sinta a presença do meu Amor e carinho, com meu desejo de que seus passos sejam p a LUZ e q a presença Divina o guie, proteja e oriente, sempre!
Nuno, comemore-se a si mesmo! Vc é especial, meu poeta preferido!
Volto pra cama pra terminar de dormir…rsrsrsr
Um cheiro da sua amiga brazuca.
Meu presente p vc hoje é este poema q muito amo e q vejo nele o SEGREDO da felicidade!
Eros e Psique
Conta a lenda que dormia
Uma princesa encantada
A quem só despertaria
Um infante que viria
De além do muro da estrada.
Ele tinha que, tentado,
Vencer o mal e o bem.
Antes que, já libertado,
Deixasse o caminho errado
Pelo que à princesa vem.
A Princesa Adormecida,
Se espera, dormindo espera
Sonha em morte a sua vida,
E orna-lhe a fronte esquecida,
Verde, uma grinalda de hera.
Longe o infante, esforçado,
Sem saber que intuito tem,
Rompe o caminho fadado,
Ele dela é ignorado,
Ela para ele é ninguém.
Mas cada um cumpre o Destino
Ela dormindo encantada.
Ele buscando-a sem tino
Pelo processo divino
Que faz existir a estrada.
E,se bem que seja obscuro
Tudo pela estrada fora,
E falso, ele vem seguro,
E vencendo estrada e muro,
Chega onde em sono ela mora.
E, inda tonto do que houvera,
A cabeça, em maresia,
Ergue a mão, e encontra hera,
E vê que ele mesmo era
A Princesa que dormia.
Fernando Pessoa