Olhando o mar,
Refresco os lábios
Na água do teu corpo.
Cheiro o teu aroma
No meu pulso
E grito para que me ouças:
“Sou um silvo no mundo;
Em mim está o silvo e o mundo.”
Então, seguro-te e faço um rasgo em mim:
“Este é o meu sangue e a minha vida!”,
Para saberes do que sou feito.
(Julho de 2007)
Entradas marcadas como ‘Os meus Poemas’
Julho 11, 2007
Brisa de ar com perfume
Julho 11, 2007
O receio do medo
Um dia,
Viverás para sempre,
Fundo sem fundo
Para sempre.
Enfrenta o medo,
Porque o medo arrepia a alma,
É fantasma de outras vidas,
Mudando de lugar no Ser…
Para sempre!
(Julho 2007)
Julho 9, 2007
Nós, a areia e a Lua
Areia, fininha como o azeite da minha aldeia.
Lua, brilhante como a prata.
Tu, linda como só tu.
Espero a Lua chegar para deitar-te sobre a areia
E abraçar-te, cheio de vontade de fazermos amor com a Lua.
(Julho 2007)
Julho 7, 2007
Escondido da Luz
Quando me escondeste
Eu fugi, quis ver o Sol,
Nunca fora tão pobre.
Voltei com cicatrizes,
Mostraste-me a razão,
E de novo me escondeste.
(Julho 2007)
Julho 5, 2007
Onde me encontro
À frente de ti
Eu procuro a resposta,
Tu e eu
À procura de mim.
Quem sabe
Onde me encontro?
Creio que mais próximo de ti
Do que de mim.
(Julho 2007)
Julho 2, 2007
A fraqueza do homem
O gelo da noite eu desfiz,
Sou forte e consigo.
A monção de Abril eu bebi,
Tenho sede para tal.
Mas, nem com força de vontade,
À tua dor eu não resisto!
Um simples corte,
E, para mim, será mortal.
(Julho 2007 )
Julho 1, 2007
Na sobriedade do momento
Uma flor acesa na noite, enviada por quem não quer Dor.
Aqui a flauta é a vida, dentro de ti.
Agora tudo se aguarda,
Comigo o som do Sol, Contigo o sabor do sexo.
Tu, és aquela que enrola a fantasia,
E, num gemido, quase gritas comigo:
Aqui está o som do Sol, parece que o escuto.
(Julho 2007)
Abril 17, 2007
Para a Beth Salgado
Para si minha amiga que gosta tanto de poesia eu dedico as seguintes palavras:
» Quando o mar se enrola ao longe numa onda imensa, eu espero por ti como a areia espera pela chegada da onda do mar. Sinto o sol que nos aquece aos dois, enquanto a gaivota procura alimento, enquanto tu e eu [...]
Dezembro 6, 2006
Os meus Poemas
Num dos seus últimos comentários, a Bett Salgado lembrou-me que, em tempos, eu já escrevera poesia. De facto, na adolescência, por muitas vezes a poesia fora minha confidente – mas agora, passado alguns anos, embora eu continue a gostar de ler poesia, escrevê-la já não consigo.
Os versos que se seguem foram escritos entre 1990 e [...]