Entradas marcadas como ‘A Voz da Fantasia’

Julho 18, 2007

O despertar de um sonho

Um jardim de flores, imenso: capaz de enrolar o planeta azul. Tudo florido e perfumado, sorrias-me… sorriso bonito. «Vamos brincar, anda comigo!», pediste-me e eu fui, dei-te a mão e levaste-me a conhecer o mundo. Depois o sonho desmanchou-se e o «despertar» trouxe-me para aqui, para a frente do computador, onde agora coloco um ponto [...]

Janeiro 28, 2007

Viajar até à Lua

Quando eu quero viajar até à Lua, faço uns sons para uma pequena rocha que me deram, e entro num espaço-tempo diferente, que me encaminha para um tubo ciclónico e pronto, já está, estou na Lua.
Aqui na Lua, vivo as experiências mais lindas: escrevo contos onde tudo é possível, vejo figuras magnificas fazerem magias e coelhinhos [...]

Dezembro 13, 2006

Feliz Natal para Todos

O velho das barbas vestiu um casaco vermelho e saiu para a rua. Sabia que os outros o julgavam louco, mas ele não ligava às provocações alheias e até costumava responder: “Os cães ladram e a caravana passa!”, acrescentando, Este é o lema de quem dá valor aos sonhos… E ele, naquela noite de Natal, guardara um [...]

Novembro 23, 2006

O coelho que fala a linguagem do vento

A noite estava enfeitada de nuvens pesadas que faziam rabiscos de luz e gritavam. Dentro da toca, escavada nas raízes do pinheiro mais velho, o coelhinho tremia, não de frio mas com medo. Estas eram noites com poderes misteriosos, nelas as forças da natureza mediam as suas capacidades. E tudo podia acontecer.
O coelhinho fechava os [...]

Outubro 5, 2006

Uma celebração de encantar

- Que dizem? Eu sei fazer brincadeiras que encantam os meninos, que julgam!? Um dia eu mostro-vos, mas agora seus diabretes, todos para a caminha que amanhã é dia de ir à missa do galo.
- Eu não quero ir à missa – responderam todos em coro.
- Vão sim, nem que vos amarre e vos puxe [...]

Setembro 21, 2006

Um pardalinho bastante singular

Um pardalinho voava sem rumo certo; sem nada que o fixasse a um determinado sítio, sentia-se livre para voar para onde bem quisesse. Ao sobrevoar o castelo de Palmela, decidiu pousar para descansar. A vista da muralha agradava-lhe e até petiscou uns restos de bolacha que algum turista ali deixara.
Com sobressalto, viu dois homens saírem [...]

Setembro 18, 2006

Quero fazer coisas boas

Quem és tu? – perguntou-me uma figura pequenina.
Eu? – respondi – Sou um menino ainda… mas quando crescer serei um homem!
Se fosse a ti, ficava para sempre criança!
Porquê? – perguntei surpreso.
O meu pai contou-me histórias dos homens e eu não gostei muito do que ouvi…
Pois, eu sei do que estás falar, mas eu não quero ser [...]

Agosto 7, 2006

O ratinho malhado e os desejos

Ao passar numa ladeira que dava para a estrada principal, o ratinho malhado foi tomado pelo desejo de voar. Não consta que os ratos possam voar. No entanto – tudo o que desejamos pode vir a ser realizado (mais tarde ou mais cedo).
E assim foi: o ratinho malhado ao chegar à estrada, subiu a uma árvore [...]

Agosto 4, 2006

O Zen é uma arte que ajuda a viver

Ao tentar alcançar uma bola de novelo, que estava entalada por debaixo do sofá, o Tareco esforçava-se em manter a calma – os gatos são especialistas em Zen, no entanto, este não tinha muito anseio pela espiritualidade – ao fim de algum tempo, perdeu a cabeça e, stressado, arranhou a napa do sofá. Levando uma valente vassourada da [...]

Agosto 2, 2006

Uma lagarta muito especial

Uma lagartinha olhava a paisagem. Estava uma manhã bonita e com os seus óculos de sol, a lagartinha sentia-se deslumbrante, parecia uma top model daquelas que desfilam nas passerelles de Paris.
Ao longe viu aproximar-se um pássaro e, vaidosa, começou a rebolar-se pela folha de couve, em posições sedutoras, com o intuito de chamar as atenções sobre si [...]

Julho 27, 2006

Vem para onde tu pertences

A areia brilhava, era a mais amarelinha areia da praia, suave, macia ao pisar, agradável. A caminhar por cima dessa areia ia um caranguejo sabe-se lá para onde.
Uma ave brilhante poisou, lentamente fechou as asas, era uma ave com um porte altivo, e começou a caminhar sabe-se lá para onde. Agarrei num punhado dessa areia [...]

Julho 14, 2006

Os erros na juventude podem ser «Bênções pela Vida Fora»

Uns olhinhos pestanudos assomaram-se por detrás dum arbusto – eu fingi não reparar. A bolinha de pêlo azul estava agora ao meu alcance e eu tinha a certeza que desta vez ia apanhá-la.
Dei umas passadas ao largo – tentando agir normalmente – mas, ao chegar perto: logo ouvi o “farfalhar” das ervas secas… Mais uma [...]