Assumir que uma varanda é uma janela aberta, museu ao ar livre, verdades escancaradas no ar que inspiro agarrando os ferros que as minhas mãos tentam torcer. Solto a voz e ela vai ao fundo do espaço buscar quem falou e devolve-me a mim mesmo. Sou eu que grito, só tu me escutas, universo, só tu me olhas com teus olhos de ouriço caixeiro. Universo que com as tuas patinhas passeias por cá, por onde? perguntas. Passeias pela existência. Tu existes, eu sou um sonho. Tua gargalhada é real, eu sou só sorriso, coisa pequena imaginada, protótipo de ser. Mas tu: és real, és bichinho vestido de agulhas, afasta-te da lua, não a rebentes que eu gosto de a olhar. Afasta-te, afasta-te… Mas não abales. Quero-te presente no meu sonho.
Junho 26, 2009...9:25 pm
Universo – Jamais ausente
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