Segundo S. Tomás de Aquino existe uma diferença ontológica entre a essência e o existir do ser. Para mim, existir tem que estar em perfeita consonância com a minha essência, se tal não acontece então não sou eu que existo mas outro alguém, diferente de quem sou, que me está a usar para existir. Por isso devemos ter sempre em atenção se cada acto que temos está de acordo com quem somos, caso contrário é urgente meditarmos se não estaremos a ser usados, ou influenciados por energias exteriores, por frequências outras que se apoderaram do nosso corpo e mente. É imprescindível sabermos quem somos, conhecermo-nos bem para que estejamos atentos ao mínimo sinal, e podermos agir em conformidade, para podermos recusar ser quem, ou aquilo, que não somos. Um dos primeiros passos, quanto a mim, é interiorizarmos que existe de facto a diferença que S.Tomás refere, entre a essência e o existir do ser. Por isso se explica que é possível existir agindo em desacordo com a nossa essência. Ao interiorizarmos este facto e tudo o que ele representa estaremos então prontos para procurarmos e nos acharmos, então, o “existir” e o “ser quem somos”, se unirão e entraremos naturalmente nessa plenitude que tanto de apregoa (e que existe)!
Junho 21, 2009...11:08 am
Da essência e do existir
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2 Comentários
Junho 22, 2009 ás 3:47 am
“eu penso, logo existo”
Junho 27, 2009 ás 8:19 pm
Vivemos tantas vezes desfasadas daquilo que é a nossa essência… assistimos cada dia mais um viver contra natura. Gostei da tua reflexão.
beijinho