Junho 6, 2009...9:22 am

Da intuição

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Quando alguém passa por mim, olho-a de tal modo que, num estante único de tempo ínfimo, vejo-lhe o íntimo, pelo menos acredito que vejo, e catalogo-a, ponho-lhe uma etiqueta. Digo que ela é assim ou assado, não faço por mal, é apenas natural em mim, mas a maior parte das vezes, se por algum acaso chego a conhecer essa pessoa melhor, a maior parte dessas vezes engano-me, pelo menos penso que sim. Será que, por ventura, umas vezes engano-me e outras não, certamente… Mas, haverá quem jamais se engane? Duvido, todavia quem? Quem, simplesmente, não cataloga o outro jamais se engana. Penso que é o que cada um de nós deveria começar a fazer. Mas dirão vocês: Nós catalogamos os outros como medida de protecção, os nossos antepassados desenvolveram esta intuição para se protegerem! Pois, sim, mas cá para mim, se catalogássemos menos, acertávamos mais, porque começávamos a desenvolver a verdadeira intuição…

4 Comentários

  • Não há ninguém que não catalogue ninguém. Uns mais que outros, uns com mais “severidade” que outros, mas não há niguém que não catalogue ninguém.

    Mas até tem a sua piada quando nos enganamos no rótulo, pois por vezes aparecem surpresas muito boas :)

    Grande abraço!

  • Só uma outra questão….
    Não será também a intuição mais um “rótulo”?
    O que entendes por verdadeira intuição? :)

  • a minha fita cola de etiquetas descola facilmente…. :)
    beijo grande

  • Penso que a intuição não é somente mais um rótulo, uma vez que sobressai da fundura de nós e do universo. Os rótulos, como os rotulamos, são pensamentos de superfície, assim como certas algas que derivam sobre a linha de água.

    Grande abraço, Jaime, meu amigo de sempre. Irei procurar escrever com mais regularidade, então ;)


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