Subi o monte, o monte eu subi, era alto o monte, o monte era alto, e eu subi-o, subi o monte e o monte era alto, eu subi o monte e depois, desci o monte.
Desci o monte e, nessa descida, o monte minguava, só tornou a ser alto quando, cá em baixo, o contemplei por inteiro; mas ele fora sempre alto.
As palavras que em cima escrevi reflectem um pouco a ilusão que existe, reflectem um pouco a cegueira de quem olha sem reparar, Saramago escreveu certo, no seu «Ensaio sobre a cegueira».
Saramago é, junto com Paulo Coelho, um dos autores que mais admiro, um mestre.
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1 Comentário
Junho 2, 2009 ás 11:45 pm
olham sem ver e ouvem sem escutar …aidna bem que sempre há aqueles que estão atentos.
beijinhos, Nuno