A cegonha estacou o passo, levantou a cabeça – aprumando o bico na vertical – abriu as asas, rodopiou um quarto de volta e desapareceu.
Foste tu que me disseste:
“A cegonha existe, mas não em mim!”
Ouviste-me dizer:
“A cegonha existe em ti!”
Mas não acreditas-te enquanto a vida existiu
E agora, uno com a cegonha, abraças o mundo em tuas asas.