Ao caminhar, olhava quem passava. António, de seu nome.
Por uma razão que desconhecia, aquela tarde era especial. Tudo era fantástico: uma pequena flor que nasceu na avenida; uma senhora que coxeava atrás do neto que brincava; mas principalmente, uma rapariga que, ao fundo da rua, mostrava o seu decote – sem querer.
António fingiu não reparar nela quando se cruzaram.
No entanto, voltou para trás e perguntou-lhe onde ficava uma pastelaria. Ela sorriu e disse que também procurava por uma pastelaria – apetecia-lhe muito um bolo de xadrez.
“Espere, eu vou descobrir uma pastelaria, quero saciar essa sua vontade.” E então, António, perguntou a alguém onde ficava tal sitio (como se ele não soubesse). Depois, acompanhou a rapariga e também comeu um bolo de xadrez.
Entretanto, foram ao cinema, comeram pipocas, e ao anoitecer dividiram um cachorro quente.
Assim, os dois, fizeram daquela uma tarde especial.
2 Comentários
Março 12, 2007 ás 8:24 pm
eheheh adoro bolos de Xadrez. Mas têm de ser fresquinhos e não de há 3, 15 dias
Março 15, 2007 ás 7:13 pm
as coisas simples são por vezes as mais bonitas. Somos nós que fazemos a vida acontecer.
jinhos