Março 12, 2007...10:00 pm

Uma tarde especial

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Ao caminhar, olhava quem passava. António, de seu nome.

Por uma razão que desconhecia, aquela tarde era especial. Tudo era fantástico: uma pequena flor que nasceu na avenida; uma senhora que coxeava atrás do neto que brincava; mas principalmente, uma rapariga que, ao fundo da rua, mostrava o seu decote – sem querer.

António fingiu não reparar nela quando se cruzaram.

No entanto, voltou para trás e perguntou-lhe onde ficava uma pastelaria. Ela sorriu e disse que também procurava por uma pastelaria – apetecia-lhe muito um bolo de xadrez.

“Espere, eu vou descobrir uma pastelaria, quero saciar essa sua vontade.” E então, António, perguntou a alguém onde ficava tal sitio (como se ele não soubesse). Depois, acompanhou a rapariga e também comeu um bolo de xadrez.

Entretanto, foram ao cinema, comeram pipocas, e ao anoitecer dividiram um cachorro quente.

Assim, os dois, fizeram daquela uma tarde especial.

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