Quando eu quero viajar até à Lua, faço uns sons para uma pequena rocha que me deram, e entro num espaço-tempo diferente, que me encaminha para um tubo ciclónico e pronto, já está, estou na Lua.
Aqui na Lua, vivo as experiências mais lindas: escrevo contos onde tudo é possível, vejo figuras magnificas fazerem magias e coelhinhos que falam e outros bichos… Cada vez gosto mais de viajar até à Lua.
No outro dia, um dragão “cuspidor” de fogo voou atrás de mim e eu só escapei porque as minhas asas - último modelo - tinham chegado no dia anterior e eu já as tinha instalado. Então voei a uma velocidade impressionante - o dragão pesado e balofo deixei-o ficar para trás com a língua de fora- e eu voei, voei a uma velocidade enorme: vi estrelas e caí desamparado – tinha embatido num cometa. Esse cometa desfragmentou-se - até parecia um foguete das festas da minha vila - e eu desamparado caí por ali abaixo. Só me salvei porque aterrei em cima do dragão que sem dar por isso levou-me de volta à Lua.
É bom ir à Lua, e ficar por lá, onde as coisas não são tão pesadas, onde os problemas flutuam, flutuam saindo do nosso corpo. É bom ir à Lua, é melhor que ir a um Spa e muito menos dispendioso: é gratuito! Porque na Lua não há dinheiro, essa invenção é da Terra e lá não vale um tostão furado. Lá é muito melhor do que aqui - basta querer ir, e pronto!